E°7
Mi diminuto com sétima
Harmonia aplicada
Entenda por que esses acordes criam tanta tensão, para onde eles costumam conduzir e como usá-los para criar movimentos harmônicos mais interessantes no violão.
Nesta aula
Ao final desta aula, você terá uma visão clara dos principais acordes naturais e saberá por onde começar a praticar.
Identificar acordes diminutos e meio-diminutos em cifras e progressões.
Compreender as fórmulas dos acordes diminutos com sétima e meio-diminutos.
Perceber como tensão e resolução criam movimento harmônico.
Usar esses acordes como conexões e preparações entre outros acordes.
Entender o movimento Bm7♭5 → E7 → Am.
Antes de começar
Alguns acordes parecem ter uma função especial: eles não soam completamente estáveis e criam uma forte sensação de que alguma coisa precisa acontecer em seguida.
É justamente aí que entram os acordes diminutos e meio-diminutos.
Na aula anterior, em acordes com sétimas, você conheceu o m7♭5 apenas como uma estrutura que precisava ser reconhecida.
Agora vamos dar o próximo passo: entender como essa estrutura funciona musicalmente.
Primeiro conceito
O acorde diminuto é formado por uma tríade diminuta. Quando acrescentamos uma sétima diminuta, temos o acorde diminuto com sétima, representado por °7.
Alguns exemplos de acordes diminutos com sétima:
Mi diminuto com sétima
Fá sustenido diminuto com sétima
Sol sustenido diminuto com sétima
Lá diminuto com sétima
Estrutura
Uma das razões está na presença de intervalos pequenos entre algumas de suas notas. Esses intervalos aumentam a sensação de instabilidade.
Por exemplo, podemos utilizar um acorde diminuto para conectar acordes através de um movimento de semitom:
Diminuto
Mi diminuto com sétima
Notas
E – G – B♭ – D♭
Cria uma sensação de tensão que pode conduzir o ouvido para o próximo acorde.
Resolução
Fá menor
Notas
F – A♭ – C
A chegada ao acorde menor produz a sensação de resolução desse movimento.
O importante aqui não é decorar uma lista de combinações. É perceber que o diminuto pode funcionar como uma espécie de ponte harmônica.
Segundo conceito
O acorde meio-diminuto é representado por m7♭5 ou pelo símbolo ø.
Um exemplo conhecido é o Bm7♭5:
Si meio-diminuto
Suas notas são B – D – F – A.
Perceba a diferença em relação ao diminuto com sétima: aqui temos uma sétima menor, e não uma sétima diminuta.
Comparando
Diminuto
Diminuto com sétima
Notas
1 – ♭3 – ♭5 – 𝄫7
Possui sétima diminuta e apresenta uma estrutura especialmente simétrica.
Meio-diminuto
Meio-diminuto
Notas
1 – ♭3 – ♭5 – ♭7
Possui sétima menor e aparece com frequência em funções de preparação dentro da harmonia menor.
A diferença está principalmente na sétima. Parece um detalhe pequeno no papel, mas muda a estrutura e o comportamento do acorde.
Aplicação harmônica
Uma das aplicações mais importantes do m7♭5 aparece no campo harmônico menor.
Em Lá menor, por exemplo, o Bm7♭5 pode conduzir para E7, que por sua vez resolve em Am.
Aqui temos uma sequência muito importante para compreender a harmonia funcional:
Preparação
Si meio-diminuto
Notas
B – D – F – A
Atua como preparação do acorde dominante.
Dominante
Mi com sétima
Notas
E – G# – B – D
O dominante aumenta a tensão e conduz para Am.
Hora de aplicar
Etapa 1
Identifique se o acorde é diminuto ou meio-diminuto.
Etapa 2
Use a fórmula para descobrir as notas do acorde.
Etapa 3
Toque a sequência e perceba a sensação de tensão e resolução.
Etapa 4
Experimente um acorde diminuto como passagem e observe a mudança de sensação.
Desafio
Mini desafio
Questão 1 de 4
Qual destes acordes é um meio-diminuto?
Para guardar
Resumo da aula
Próximo passo
Agora que você entende como esses acordes criam tensão e movimento, o próximo passo é perceber como as escalas ajudam a explicar suas notas, funções e possibilidades de aplicação.
Explorar escalasContinue praticando: mais importante do que decorar acordes diminutos é entender a tensão que eles criam e para onde ela pode resolver. 🎸