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🎸 FUNDAMENTOS DO VIOLÃO

Acordes com Sétimas

Descubra como uma nova nota pode transformar uma tríade em um acorde com mais movimento, tensão e personalidade.

🎸 Iniciante⏱️ Aproximadamente 15 minutos📚 Teoria + prática
Começar a aprender

Nesta aula

O que você vai aprender

Ao final desta aula, você terá uma visão clara dos principais acordes naturais e saberá por onde começar a praticar.

  • Entender a sétima

    Entender o que muda quando adicionamos uma sétima a uma tríade.

  • Conhecer as fórmulas

    Conhecer as fórmulas dos acordes 7M, 7, m7 e m7♭5.

  • Comparar os tipos

    Comparar os principais tipos de acordes com sétima e perceber suas diferenças.

  • Relacionar ao campo harmônico

    Perceber como esses acordes aparecem dentro de um campo harmônico.

  • Reconhecer o II–V–I

    Reconhecer uma progressão II–V–I simples e entender seu movimento de tensão e resolução.

Antes de começar

O que muda quando adicionamos uma sétima?

Na aula anterior, vimos que uma tríade básica é construída usando a tônica, a terça e a quinta.

A estrutura de uma tríade

1 – 3 – 5

A tríade utiliza a tônica, a terça e a quinta da estrutura do acorde.

Agora vamos adicionar uma nova nota: a sétima.

A ideia dos acordes com sétima

1 – 3 – 5 – 7

Um acorde com sétima parte de uma tríade e acrescenta uma nova nota à estrutura.

Primeiro tipo

Acordes com sétima maior (7M)

O acorde com sétima maior mantém a estrutura da tríade maior e acrescenta o sétimo grau da escala.

Fórmula do acorde 7M

1 – 3 – 5 – 7

Tônica, terça maior, quinta e sétima maior.

Vamos usar C maior como exemplo. A tríade já conhecida é:

Tríade de C maior

C – E – G

Tônica, terça e quinta da tríade de C maior.

Adicionando o sétimo grau, B, chegamos a:

C7M

Dó maior com sétima maior

Maior
C7M

C7M

C – E – G – B

A tríade C maior recebe a sétima maior B.

Segundo tipo

Acordes com sétima menor (7)

Agora temos uma combinação muito importante na harmonia: a tríade maior com uma sétima menor.

Fórmula do acorde 7

1 – 3 – 5 – ♭7

Tônica, terça maior, quinta e sétima menor.

Em C, isso produz:

C7

Dó com sétima

Maior
C7

C7

C – E – G – Bb

A tríade C maior recebe a sétima menor Bb.

Um exemplo clássico

G7 → C

G7 cria tensão e encontra repouso em C.

Compare as estruturas

C, C7M e C7

Agora podemos enxergar com clareza o que mudou. Todos partem da mesma tônica, mas recebem estruturas diferentes.

Maior

C7M

Dó maior com sétima maior

Notas

C + E + G + B

A tríade maior recebe a sétima maior B.

Menor

C7

Dó com sétima

Notas

C + E + G + Bb

A tríade maior recebe a sétima menor Bb.

A diferença principal

7M = 1 – 3 – 5 – 7 | 7 = 1 – 3 – 5 – ♭7

A diferença entre os dois acordes está na altura da sétima.

Terceiro tipo

Acordes menores com sétima (m7)

Também podemos adicionar uma sétima a uma tríade menor. Nesse caso, temos o acorde menor com sétima.

Fórmula do acorde m7

1 – ♭3 – 5 – ♭7

Tônica, terça menor, quinta e sétima menor.

Usando C como exemplo:

Cm7

Dó menor com sétima

Menor
Cm7

Cm7

C – Eb – G – Bb

A tríade C menor recebe a sétima menor Bb.

Um último tipo para reconhecer

Acordes meio diminutos (m7♭5)

Existe ainda um tipo importante de acorde com sétima que vale reconhecer: o meio diminuto, geralmente representado por m7♭5.

Fórmula do acorde m7♭5

1 – ♭3 – ♭5 – ♭7

Tônica, terça menor, quinta diminuta e sétima menor.

No Bm7♭5, por exemplo, temos:

Bm7♭5

Si meio diminuto

Menor
Bm7♭5

Suas notas são B – D – F – A. Perceba que a estrutura combina uma tríade menor com uma quinta diminuta e uma sétima menor.

Primeira conexão

Onde esses acordes aparecem?

Os acordes com sétima não aparecem de forma aleatória. Eles podem ser construídos a partir dos graus de uma escala e, assim, formar parte de um campo harmônico.

Vamos observar apenas uma primeira visão usando a escala de C maior:

Quando construímos acordes com sétima sobre cada grau, encontramos esta sequência:

Colocando em prática

Acordes com sétima em progressões

Quando colocamos acordes com sétima em sequência, podemos perceber diferentes sensações de movimento, tensão e repouso.

Exemplo de progressão

C7M → Am7 → Dm7 → G7 → C7M

Uma sequência que utiliza diferentes tipos de acordes com sétima dentro de C maior.

Aplicando o que aprendemos

Uma primeira descoberta: II–V–I

Agora que conhecemos alguns acordes com sétima, podemos observar como eles começam a se conectar em uma sequência muito importante da harmonia tonal: a II–V–I.

Em C maior, o Dm7 está no II grau, o G7 está no V grau e o C7M está no I grau.

O interessante está na direção da sequência: o Dm7 prepara o caminho, o G7 cria uma tensão maior e o C7M traz a sensação de resolução.

Na aula de progressões de acordes, vamos aprofundar como diferentes acordes podem ser organizados em sequências e como essas relações aparecem na prática.

Hora de praticar

Teste seu entendimento

Resumo

O que você aprendeu?

Próximo passo

Continue sua jornada

Agora vamos descobrir como os acordes são organizados a partir dos graus de uma escala e por que cada tonalidade possui uma combinação própria de acordes.

Campo Harmônico

Você acabou de adicionar uma nova camada à sua visão sobre os acordes. Continue praticando e perceba como pequenas mudanças na estrutura podem transformar a sonoridade. 🎸