C7M
Dó maior com sétima maior
🎸 FUNDAMENTOS DO VIOLÃO
Descubra como uma nova nota pode transformar uma tríade em um acorde com mais movimento, tensão e personalidade.
Nesta aula
Ao final desta aula, você terá uma visão clara dos principais acordes naturais e saberá por onde começar a praticar.
Entender o que muda quando adicionamos uma sétima a uma tríade.
Conhecer as fórmulas dos acordes 7M, 7, m7 e m7♭5.
Comparar os principais tipos de acordes com sétima e perceber suas diferenças.
Perceber como esses acordes aparecem dentro de um campo harmônico.
Reconhecer uma progressão II–V–I simples e entender seu movimento de tensão e resolução.
Antes de começar
Na aula anterior, vimos que uma tríade básica é construída usando a tônica, a terça e a quinta.
A tríade utiliza a tônica, a terça e a quinta da estrutura do acorde.
Agora vamos adicionar uma nova nota: a sétima.
Um acorde com sétima parte de uma tríade e acrescenta uma nova nota à estrutura.
Primeiro tipo
O acorde com sétima maior mantém a estrutura da tríade maior e acrescenta o sétimo grau da escala.
Tônica, terça maior, quinta e sétima maior.
Vamos usar C maior como exemplo. A tríade já conhecida é:
Tônica, terça e quinta da tríade de C maior.
Adicionando o sétimo grau, B, chegamos a:
Dó maior com sétima maior
A tríade C maior recebe a sétima maior B.
Segundo tipo
Agora temos uma combinação muito importante na harmonia: a tríade maior com uma sétima menor.
Tônica, terça maior, quinta e sétima menor.
Em C, isso produz:
Dó com sétima
A tríade C maior recebe a sétima menor Bb.
G7 cria tensão e encontra repouso em C.
Compare as estruturas
Agora podemos enxergar com clareza o que mudou. Todos partem da mesma tônica, mas recebem estruturas diferentes.
Maior
Dó maior com sétima maior
Notas
C + E + G + B
A tríade maior recebe a sétima maior B.
Menor
Dó com sétima
Notas
C + E + G + Bb
A tríade maior recebe a sétima menor Bb.
A diferença entre os dois acordes está na altura da sétima.
Terceiro tipo
Também podemos adicionar uma sétima a uma tríade menor. Nesse caso, temos o acorde menor com sétima.
Tônica, terça menor, quinta e sétima menor.
Usando C como exemplo:
Dó menor com sétima
A tríade C menor recebe a sétima menor Bb.
Um último tipo para reconhecer
Existe ainda um tipo importante de acorde com sétima que vale reconhecer: o meio diminuto, geralmente representado por m7♭5.
Tônica, terça menor, quinta diminuta e sétima menor.
No Bm7♭5, por exemplo, temos:
Si meio diminuto
Suas notas são B – D – F – A. Perceba que a estrutura combina uma tríade menor com uma quinta diminuta e uma sétima menor.
Primeira conexão
Os acordes com sétima não aparecem de forma aleatória. Eles podem ser construídos a partir dos graus de uma escala e, assim, formar parte de um campo harmônico.
Vamos observar apenas uma primeira visão usando a escala de C maior:
Quando construímos acordes com sétima sobre cada grau, encontramos esta sequência:
Colocando em prática
Quando colocamos acordes com sétima em sequência, podemos perceber diferentes sensações de movimento, tensão e repouso.
Uma sequência que utiliza diferentes tipos de acordes com sétima dentro de C maior.
Aplicando o que aprendemos
Agora que conhecemos alguns acordes com sétima, podemos observar como eles começam a se conectar em uma sequência muito importante da harmonia tonal: a II–V–I.
Em C maior, o Dm7 está no II grau, o G7 está no V grau e o C7M está no I grau.
O interessante está na direção da sequência: o Dm7 prepara o caminho, o G7 cria uma tensão maior e o C7M traz a sensação de resolução.
Na aula de progressões de acordes, vamos aprofundar como diferentes acordes podem ser organizados em sequências e como essas relações aparecem na prática.
Hora de praticar
Resumo
Próximo passo
Agora vamos descobrir como os acordes são organizados a partir dos graus de uma escala e por que cada tonalidade possui uma combinação própria de acordes.
Campo HarmônicoVocê acabou de adicionar uma nova camada à sua visão sobre os acordes. Continue praticando e perceba como pequenas mudanças na estrutura podem transformar a sonoridade. 🎸